No dia 11 de setembro, na biblioteca escolar da EB de Vila Verde, decorreu uma formação para docentes do agrupamento de escolas sobre “Alergia Alimentar, Crise Convulsiva e Diabetes Mellitus Tipo 1 na Escola”, com intervenção da Equipa da Saúde Escolar e em articulação com a Equipa PES do agrupamento.

Com o aumento do número de alunos diagnosticados com estas patologias, a iniciativa surge da necessidade imperativa de capacitar os docentes com o intuito de garantir um ambiente escolar seguro, inclusivo e preparado para agir de forma rápida e eficaz perante uma situação de crise.

Para além da componente teórica, a sessão incluiu uma componente prática, permitindo aos docentes manusear dispositivos médicos simulados e esclarecer dúvidas diretamente com as especialistas.

Com esta formação, o agrupamento reforçou o seu compromisso não apenas com o sucesso pedagógico, mas sobretudo com a segurança, a saúde e o bem-estar de toda a comunidade escolar.

As alergias alimentares atingem cerca de 5% de crianças e jovens em idade escolar, com um conjunto de sintomas, em caso de contacto ou ingestão inadvertida do alergénio, de gravidade crescente, que pode atingir a anafilaxia com risco de vida para a criança ou jovem.

Uma crise convulsiva é uma alteração temporária e súbita da atividade elétrica do cérebro. Trata-se de um sinal ou sintoma de que algo está a afetar o sistema nervoso, e não de uma doença em si. Cerca de 5% das crianças terão pelo menos uma crise epilética até aos 15 anos de idade, sendo que a maioria não voltará a repetir o episódio.

A Diabetes tipo 1 é uma das doenças crónicas mais comuns na infância, com uma incidência crescente, pelo que o número de crianças e jovens com diabetes na escola continuará a aumentar. Dado que as crianças e jovens passam uma parte considerável do dia na escola, é necessário haver orientações claras e adequadas para uma boa gestão do seu tratamento, o qual leva a melhores resultados de saúde a curto e a longo prazo, facilita a aprendizagem e o desenvolvimento social, promove a participação em todos os aspetos da vida escolar e minimiza o absentismo. Quando acompanhados por equipas de saúde competentes, famílias capacitadas e comunidades educativas informadas, as crianças e jovens com estes problemas de saúde conseguem atingir altos níveis de autonomia, de bem-estar e de participação plena na vida escolar e social. A escola, enquanto espaço estruturante de aprendizagem e socialização, desempenha um papel central no favorecimento da inclusão e na garantia das condições que possibilitem a gestão segura e eficaz da doença. A articulação entre serviços de saúde, estabelecimentos de educação e família constitui, por isso, um elemento essencial de um modelo de intervenção integrada, sustentada e equitativa. O desenvolvimento do Plano de Saúde Individual, a capacitação dos profissionais de educação e a comunicação contínua entre todos os intervenientes são pilares fundamentais para assegurar que cada criança e jovem encontra respostas adequadas às suas necessidades, sem que comprometa o seu percurso académico ou o seu desenvolvimento global.

Conceição Silva, coordenadora do PES

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